sexta-feira, 21 de maio de 2010

LENDAS E CONTOS AFRICANOS TEMPORADA -2010.





Os Bejerianos estão de volta com força total.

Estamos esperando por convites para apresentarmos pra vocês.
Contatos; (71 ) 8637 1644. E-mail; anativo1@hotmail.com

EM AGOSTO ESTAREMOS NO TEATRO VILA VELHA!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Comemoração ao dia das Mães.

Os bejerianos e suas Mães, festa realizada pela Associação de Moradores e o Beje eró.

domingo, 25 de abril de 2010

Aniversário de DEZ de BEJE ERÓ






Há dez anos atuamos no Ogunjá na Vila Viver Melhor difundindo Arte e cidadania através das linguagens de teatro, dança e Música.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Os bejerianos e a comunidade da vila Viver Melhor comemoram o Dia Mundial da Água com a Embasa.




O Evento foi realizado no dia 17 de abril na associação de moradores junto com o Beje Eró e a comunidade e a Embasa.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

390 inscritos no edital Pontos de Cultura
Data: 08/07/2008
Fonte: Secult - ascom@cultura.ba.gov.br

No último dia de inscrição para o Edital de Pontos de Cultura, dezenas de pessoas compareceram à Secretaria de Cultura do Estado para cumprir o prazo determinado pelo concurso. “Recebemos aqui inscrições de municípios como Caldas do Jorro, Santo Amaro, Maragogipe, Cachoeira, Itaberaba, Salinas das Margaridas, sem contar os que chegaram depois pelos Correios”, comemora a Superintendente de Cultura, Ângela Andrade. No total, foram 390 inscritos para pleitear os recursos de R$60 mil por ano, durante três anos, para o desenvolvimento de atividades culturais em suas comunidades.

O resultado deve ser divulgado até meados de setembro. O acompanhamento do projeto em cada fase da seleção, que envolve desde a análise de documentos e formulários até análise técnica e de mérito, pode ser feita através do site www.cultura.ba.gov.br/pontosdecultura.

Através de uma parceria entre os governos estadual e federal, será destinado, no total, um montante de R$27 milhões para apoiar organizações socioculturais que desenvolvam projetos de ação continuada, a exemplo de oficinas de formação, atividades de intercâmbio, circulação e memória. “O objetivo é apoiar ações estruturantes para o desenvolvimento cultural do estado, promovendo a inclusão social e digital através da cultura”, observa Neuza Britto, diretora de Integração Regional da Secult.

Esse é o caso da Associação Beje Eró (Cosme e Damião, em iorubá), que há sete anos atende a cerca de 150 adolescentes do Engenho Velho de Brotas, oferecendo oficinas de teatro, dança, percussão e cidadania. Aguardando a vez para efetivar sua inscrição, no último dia 30 de junho, o arte-educador Anativo Oliveira contou que, caso a Beje Eró seja um dos Pontos de Cultura selecionados pelo edital, a associação vai fortalecer sua atuação. “Nós nunca tivemos realidade orçamentária e agora temos a chance de contar com recursos para nossas atividades”, explica, animado com a possibilidade de adquirir computadores e equipamentos multimídia como câmeras de vídeo, ilha de edição e estúdio de gravação de som. “São instrumentos hoje indispensáveis para o trabalho com adolescentes”, pontua.

No primeiro ano, todos os Pontos de Cultura selecionados deverão investir R$25 mil na aquisição de um kit multimídia com esses equipamentos. De acordo com a coordenadora do projeto, Sophia Rocha, o investimento é fundamental para a inclusão digital dos grupos, divulgação de suas produções culturais e o intercâmbio com uma rede formada por mais 685 pontos de cultura em todo o país. “Os projetos devem ter como meta a geração de renda e a sustentabilidade”, explica.

Sustentabilidade e desenvolvimento social

Ao apoiar associações comunitárias que atuam, em geral, com poucos recursos, sem infra-estrutura e, quase sempre, de forma voluntária, o projeto Pontos de Cultura, uma das ações prioritárias do programa federal Mais Cultura, tem como objetivo garantir a continuidade e a sustentabilidade de iniciativas consideradas importantes para o desenvolvimento social do país através da cultura. Os exemplos de organizações com esse perfil na Bahia não são poucos.

Membro da Cia. Cultural São Vicentina de Quadrilha Junina, Edilson Santos Silva, engenheiro e consultor ambiental que vive na Vila S. Vicente, distrito com apenas quatro mil habitantes, a 42 km de distância de Itaberaba, soube do edital numa visita ao município, através de um anúncio no carro de som, a três dias do encerramento das inscrições. Acostumado a elaborar projetos ambientais, não teve dúvidas e correu para a sede da Secretaria de Cultura em Salvador.

Marcador e coreógrafo da Cia de Quadrilha Junina há 15 anos, ele conta que, se o projeto for selecionado como Ponto de Cultura, vai utilizar os recursos para adquirir instrumentos como a sanfona de 8 cordas, a famosa “pé de bode”, pandeiro e triângulo; contratar músicos, coreógrafo, professor de dança e costureira; comprar tecidos para a confecção das indumentárias; e contratar serviço de transporte para apresentação das quadrilhas em outros municípios e regiões. "Hoje tudo é feito de forma improvisada e voluntária. Fazemos bingo, pedimos apoio de comerciantes de Itaberaba. Mas, mesmo assim, já fomos classificados três vezes no concurso Arraiá do Galinho”, orgulha-se.

Formada por três quadrilhas - uma infantil, uma de adolescentes e adultos, e outra de idosos -, a Cia hoje é coordenada pelo Departamento de Cultura da Associação Comunitária Vila. S. Vicente e dos Produtores Orgânicos do Vale do Paraguaçu e Regiões. Para participar da quadrilha, as crianças da comunidade precisam ter média sete na escola. Já os idosos precisam ser alfabetizados ou estarem inscritos em programas de alfabetização. Para Edilson, a Cia de Quadrilhas tem um impacto positivo na educação dos habitantes da vila. “Temos índices baixíssimos de violência e mais de 50 jovens de nossa comunidade estão na faculdade ou já têm curso superior. Aqui o nosso lema é: se não estudar, não dança quadrilha".

Sobre o trabalho feito ao longo de tantos anos de forma voluntária, ele afirma: "Será ótimo se puder ser remunerado pelo que faço, mas esse aqui é um tipo de trabalho que me ajuda a viver. Quando temos cultura e alegria, vivemos mais”.

Maratona para cumprir exigências do edital

Para muitas associações culturais de bairro ou comunitárias, cumprir as exigências para inscrição no edital Pontos de Cultura foi uma verdadeira batalha. O estudante Alex Lima Vasques, diretor de cultura da Associação Baiana de Estudantes Secundaristas - ABES, com sede em Nazaré, revela que a falta de experiência na elaboração de projetos foi a principal dificuldade. “Somos estudantes e o movimento todo é muito informal, mas procuramos nos informar, consultamos as instruções do site e conseguimos”, comemora Vasques, que quer criar um infocentro e transformar ações esporádicas, como a realização de oficinas e de sessões cineclube, em atividades permanentes.

O professor de teatro, preparador de clown e contador de histórias Rafael Moraes, coordenador do Projeto Apito de Todas as Cores, da Associação Paulo Tonucci, em Camaçari, também achou difícil atender a todos os pré-requisitos, mas afirma que as exigências são necessárias. “O orçamento devia ser bem detalhado, o que nos obrigou a destrinchar todo o projeto. Deu trabalho, mas agora temos um planejamento e uma visão mais completa das atividades que queremos realizar nos próximos três anos”, explica. Entre elas, está a contratação de mais professores para ministrar as oficinas de clown, griô, perna-de-pau, capoeira, dança, artes, grafite e teatro oferecidas pela associação. Estão em seus planos também a realização de um festival de artes, a compra de equipamentos para a sala de leitura e a transformação de um dos galpões da instituição em centro cultural.

terça-feira, 6 de abril de 2010


O grupo de Teatro Beje Eró abre inscrições para o processo de montagem do Espetáculo Lendas E CONTOS AFRICANOS... iNSCRIÇÕES ATÉ O DIA 30 DE ABRIL, MAIORES INFORMAÇÕES ATRAVÉS DO TEL;8637 1644 OU ATRAVÉS DO E-MAIL; anativo1@hotmail.com

Finalização de Oficina sobre Pesquisa e Memória.






Os nossos bejerianos participaram da oficina Pesquisa e memória através da parceria do Beje Eró com o Ponto de Cultura do Cine Teatro Solar Boa Vista de Brotas.
Confira as fotos tiradas.

sábado, 27 de março de 2010

BEJE ERÓ REALIZOU SUA MESA TEMÁTICA NO ESPAÇO XISTO.






mOMENTOS DA MESA REALIZADA PARA O EVENTO MARCO DO TEATRO.

domingo, 21 de março de 2010

Os Bejerianos na Oficina de pesquisa e Memória




O Ponto de Cultura do Solar Boa Vista de Brotas. Leva até o Ogunjá a oficina Pesquisa e memória que terá sua finalização até o fim do mês.

sábado, 13 de março de 2010



Mesa Temática; ARTE É EDUCAÇÃO

Local: ESPAÇO XISTO BAHIA, BARRIS, AO LADO DA BLIBLIOTECA CENTRAL- Salvador.

Quando: 23 de Março de 2010./ Horário: 14h30 min./Quanto Custa: Gratuito

Informações: (71) 8637 1644 (71) 9159 9685 // bejeero@bol.com

Objetivo;

· Potencializar uma troca de saberes e conhecimento para a comunidade como todo e conscientizar as pessoas sobre o papel da arte em nossa sociedade, comunidade.

Objetivo Específico;

· Intercambiar produtos e conhecimentos entre ONGs e Instituições voltadas a cultura e cidadania.
· Promover uma reflexão sobre conceitos de Arte Educação.

· Sensibilizar a participação da comunidade para Arte Educação.

Identificar as práticas metodológicas voltadas para as Artes Cênicas


















quinta-feira, 4 de março de 2010

Beje Eró e Mídia Étnica

Cidadania pela arte afro-brasileira
(06/08/2008 - 11:48)

Documentário registra a ação de organizações sociais da Bahia que utilizam as artes afro-brasileiras para a inserção de jovens e crianças.

O esforço de organizações sociais em utilizar a arte como ferramenta de inclusão social e promoção da cidadania para jovens e crianças no Brasil despertou a atenção do cineasta norte-americano Benjamin Watkins, que, a partir de 2004, passou a acompanhar com sua câmera o dia-a-dia de quatro dessas organizações sociais. O resultado de mais de 120 horas de filmagem é o documentário Insurreição Rítmica, com lançamento para convidados em 5 de agosto, no Teatro Vila Velha (Passeio Público). O filme também será exibido nas comunidades retratadas, quando os jovens atendidos por projetos sociais e seus familiares terão a oportunidade de se verem na tela grande. Insurreição Rítmica tem a co-produção da Big Wonderful Inc (EUA) e a Candace Cine Vídeo (Bahia), além da parceria com o Instituto Mídia Étnica.

As entidades registradas pela câmera de Benjamin Watkins são: Escola de Música e Dança Didá, criada pelo Mestre Neguinho do Samba, que possui uma banda e um bloco carnavalesco, formado por mulheres adolescentes do Centro Histórico de Salvador; Escola Picolino, que por mais de 20 anos, vem difundindo a arte circense e profissionalizando jovens em Pituaçu; o Bejé Eró, que por meio de aulas de cidadania, teatro, dança e música oferece alternativas para os jovens da Vila Viver Melhor, localizada no Ogunjá; e a Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro - ACANNE, que utiliza a capoeira para trabalhar com jovens da periferia e do centro de Salvador no desenvolvimento comunitário e na valorização de suas origens africanas.

Para a estréia foram programadas apresentações artísticas dos jovens desses grupos culturais no palco do Teatro Vila Velha, revelando o talento desenvolvido nessas organizações: a batida das meninas da Banda Didá, números circenses do Picolino, a arte teatral do Beje Erô e o toque do berimbal dos alunos da ACANNE.

O documentário tem duração de 90 minutos e retrata a transformação promovida por essas organizações sociais na vida de crianças e jovens de bairros pobres de Salvador. São adolescentes cujas possibilidades de inserção social são limitadas pela pobreza, pela discriminação e pelo racismo. "A arte surge como via de união desses indivíduos, elevando a auto-estima, reconstituindo a identidade, capacitando-os profissionalmente e inserindo-os socialmente", ressalta o cineasta Benjamin Watkins, nascido na cidade de Akron, no estado do Ohio (EUA).

Exemplos - O filme mostra histórias como a de Antonio Marcus, da comunidade da Saramandaia, que viu muitos dos seus amigos morrerem pelo envolvimento no tráfico, mas encontrou saída para esta realidade nas aulas no Circo Picolino, a partir de 1991. Hoje, ele é um dos artistas e instrutores da Escola de Circo e criou, com outros jovens da Saramandaia, um projeto social, no qual repassa conhecimentos artísticos a outras crianças. Por exemplos positivos como este a situação de violência da Saramandaia diminuiu e os jovens passaram a buscar outras alternativas.

Alternativas também encontradas por Mário Roma, morador da Vila Viver Melhor, no Ogunjá, que sonha com uma carreira artística que garanta dias melhores para sua família. O aprendizado vem nas aulas de teatro e percussão do projeto comunitário Beje Eró, saudação iorubá para os Ibejis, orixás que representam as crianças. Através do Beje Eró, Mário e outras crianças montam peças teatrais, fazem apresentações da banda e discutem temas como riscos das drogas, cidadania, direitos e deveres.

Continuidade - Para garantir que continuem divulgando suas ações e registrando suas conquistas, o Projeto Insurreição Rítmica conseguiu equipar as quatro organizações retratadas no filme com câmeras de vídeo digital e ilhas de edição. "A proposta é que os projetos sociais que contaram suas histórias no filme agora possam ser autores de suas próprias produções", destaca Benjamin. A idéia é que o Instituto Mídia Étnica - organização do movimento social formada por jovens comunicadores afro-descendentes, que também recebeu os equipamentos - possa ser um pólo de produção e distribuição de conteúdos audiovisuais que tratem de questões ético-raciais na Bahia.

Entrevistas com artistas, intelectuais e militantes do movimento negro baiano permeiam o filme. Entre eles estão a educadora e diretora do bloco afro Ilê Aiyê, Arany Santana, o historiador Ubiratan Castro de Araújo, a cantora Margareth Menezes, o ator Jorge Washington, do Bando de Teatro Olodum, e a escritora e educadora Vanda Machado. "Essas falas ajudam a entender a importância da cultura africana na identidade do povo baiano e de como essas referências podem ser utilizadas na socialização de jovens", explica o diretor.

Após conhecer vários países de forte presença negra, como Ghana, Cuba e Haiti, e ser sensibilizado pessoalmente pela força das heranças africanas, Benjamin Watkins foi impactado pelo que viu e ouviu na Bahia. "O que despertou meu interesse em realizar este filme foi ter visto que na Bahia, com a maior comunidade afro-descendente das Américas, após quase cinco séculos a luta contra a opressão continua, através de guerreiros e guerreiras como Mestre René (Acanne), Rejane Maia (Beje Eró), Anselmo (Picolino), Viviam (Didá) e Paulo Rogério (Instituto Mídia Étnica), que são algumas das muitas vozes contra a opressão e o racismo", destaca o diretor, completando. "Nosso intuito é provocar a interação entre essas experiências positivas e outras iniciativas com desafios semelhantes pelo mundo".

Série de lançamentos do documentário Insurreição Rítmica

05/08 - 19 h - Teatro Vila Velha (Passeio Público - Campo Grande): lançamento para a imprensa e convidados

Exibições nas comunidades - abertas ao público
07/08 - 19 h - na Didá, Pelourinho
08/08 - 19 h - na Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro/Acanne (Largo 2 de Julho)
09/08 - 19 h - no Bejé Eró (Vila Viver Melhor/Ogunjá)
10/08 - 18 h - no Centro Cultural de Plataforma (Praça São Brás, Plataforma - Subúrbio Ferroviário)
11/08 - 19 h - no Circo Picolino (Pituaçu)

Ficha Técnica

Diretor: Benjamin Watkins
Produção: Paulo Rogério Nunes (Instituto Mídia Étnica) e Eliciana Nascimento(Candace Cine Vídeo).
Câmera
: Eliciana Nascimento, Benjamin Watkins, André Santana, Bill Delano, Greg Swingle, Igor Souto

Informações: www.insurreicaoritmica.org
Tel: (71) 9106-1512 / 8873-7047

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O Beje Eró, participou do Work shoping de Dança promovido pelo Professor ZÉ CARLOS PAIM.


Rejane Maia e Anativo Oliveira, ( Beje eró ) participaram do Dança Verão, Evento que teve por finalidade desenvolver atividades com dança e Teatro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O HIP HOP E DANÇA DE RUA PARA OS BEJERIANOS>

O Grupo de Hip Hop de São Cristovão interagem com os bejerianos, foi só festa ,swing e alegria.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Nossa querida Rejane Maia, Coordenadora do Beje eró.





Matéria: Pedro Fernandes l A TARDE
Foto: Thiago Texeira l Ag. A TARDE

Para Rejane posicionamento político, militância e arte não são coisas distintas.

Achar a casa de Rejane Maia, 39 anos, no Conjunto Viver Melhor, no Ogunjá, é fácil. É só perguntar onde mora a baiana de Ó Paí, Ó, alcunha que recebeu depois de atuar no filme e na minissérie da Rede Globo que já teve duas temporadas.
Embora ela já fosse bastante conhecida em seu bairro, nem todos sabiam o que ela fazia de fato. No início dos anos 90, trabalhava durante o dia e quando chegava à noite voltava a sair pelas ruas escuras da antiga Vila Yolanda Pires, hoje Viver Melhor, no Ogunjá.
Seu destino era ignorado da maioria dos vizinhos, que costumavam bisbilhotar e perguntar maliciosos ao seu marido aonde ela ia a uma hora daquelas. “Pergunte a ela”, ele respondia. Ninguém nunca perguntou e Rejane continuou com os ensaios no Bando de Teatro Olodum, grupo que ajudou a fundar e onde, em 20 anos, atuou em 17 peças, entre elas "Sonho de Uma Noite de Verão", "Medeia material" e "Cabaré da Rrrrraça".

A primeira foi "Essa É Nossa Praia". Na época, os vizinhos não iam muito ao teatro. Com o tempo, Rejane começou a organizar excursões para o Vila Velha e mostrar o trabalho que fazia. Hoje todos os vizinhos sabem, também por meio do cinema e da televisão, para onde ela ia. É essa vontade de dividir o que sabe, o que teme o que faz com as pessoas à sua volta que define a personalidade da atriz, dançarina, líder comunitária e arte-educadora.
Paixão pela dança - O Bando de Teatro Olodum não foi o seu primeiro contato com o palco ou com a arte. Desde criança, não parava quieta e vivia dando uma de artista dentro de casa. Sua paixão sempre foi a dança, embora tivesse dúvidas por causa do seu tipo físico.
Não achava que uma “negra de bunda grande” pudesse dançar. Depois que viu mestre King, professor de dança afro, em ação, percebeu que essa história de peso não era limitação. Antes ainda era uma característica da sua raça, da qual se orgulha em pertencer.
Nos anos 80, entrou num curso de dança do Sesc e, a partir daí, o que ia aprendendo passava para as outras pessoas do bairro onde nasceu, o Garcia. “Sempre gostei de dividir com as pessoas o que aprendo”, conta. Mesmo informalmente, começava aí seu trabalho de arte-educação que desde 1995 desenvolve na Comunidadede AtendimentoSocioeducativo de Salvador (Case) com jovens em conflito com a lei.
Mas antes disso veio o teatro, no início dos anos 90. Soube das oficinas do Bando, e mesmo não sendo exatamente a sua área de atuação, se interessou pela ideia política por trás do grupo. Para ela, posicionamento político, militância e arte não são coisas distintas.
No trabalho como atriz, considera-se muito intuitiva. No Bando de Teatro Olodum, aliou intuição e poder de observação com a técnica ensinada por gente como Márcio Meirelles e Chica Carelli para compor seus personagens. “Ela tem um humor muito específico. Está sempre contracenando com os colegas”, diz Chica Carelli, diretora do Bando de Teatro Olodum.
Qualidades - Quando a reconhecem e param na rua, costumam perguntam se ela é mesmo baiana de acarajé. Nunca foi. Mas a mãe e a figura da baiana, para ela, acumulam uma série de qualidades que lhe são muito familiares: o trabalho em conjunto, de um que mói o feijão, de outro que corta os quiabos, de um outro que ajuda a mãe a carregar as comidas até o ponto de venda.
Sabe disso porque é mãe não apenas da sua única filha biológica, ou das duas enteadas. É também mãe dos meninos com os quais trabalha na Case e dos que correm pelas ruas do seu bairro. Lembra de passar na rua com um turbante que costumava usar, ou com popinhas no cabelo, e os meninos chamarem-na de macumbeira, feiticeira.
Quando se encheu, em vez de ralhar, chamou alguns deles para brincar e fazer atividades artísticas. De sete, viraram dez, hoje são cerca de 70 crianças e adolescentes ligados ao projeto que criou em 2000, o Beje Eró – em Iorubá, saudação aos ibejis, que significa chamar os dois. O projeto desenvolve atividades artísticas como dança e teatro, e também reforço escolar.
“Ela é uma pessoa com uma ideologia política forte, talentosa e guerreira”, afirma Anativo Oliveira, amigo que a conheceu no Bando. Ele é o seu parceiro no trabalho socioeducativo que realiza no Beje Eró e na Case, trabalho do qual fala com muito carinho. “Às vezes, a gente sente a resistência inicial, mas vê que aquele menino tem uma doçura dentro dele. Canso de encontrar muitos deles na rua, casados, com filhos e me chamam dona Rejane, nega Reja. Fico triste apenas quando vejo que alguns não acreditam neles mesmos”.
A sombra de frustração passa muito rápido pelo seu rosto. Rejane tem trabalho demais a fazer para perder tempo com lamentações. O que não falta são filhos dos quais cuidar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

PROJOVEM E BEJE ERÓ



O PROJOVEM, atende os adolescentes da Vila Viver Melhor no Ogunjá.
As inscrições para 2010 iniciará dia 28 de Dezembro até 15 de janeiro.
Os adolescentes de15 á 17 anos devem estar na escola, a família possuir o Bolsa Familia.
Os adolescentes terão aulas de Teatro, cidadania, Música, Percussão, Intercâmbio Cultural.
INICIO DAS AULAS: 18 DE JANEIRO
Dias das aulas; segundas, terças e Quintas.
Horas:14:00 ás 16:00.
Local Vila Viver Melhor - Ogunjá, ( Associação de Moradores )
Tel; 8637 1644.
E-mail; bejeero@bol.com.br

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os Bejerianos e seus convidados.





Os Bejerianos no teatro Vila velha,na sua Mostra de Arte com os convidados Especiais, ( grupo de Teatro Griô, Os Atores da Cia Raul Seixas, O Professor Derício, Projovem.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

MOSAICO NA VILA VIVER MELHOR- OGUNJÀ/ BEJE ERÓ




O Mosaico esteve na Vila viver Melhor - Ogunjá no Beje eró em busca do que é pitoresco, tudo foi festa.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009






Identidade e Cidadania Negra. Os Bejerianos e as comunidades, "Quilombolas de Salvador respirando arte e cultura.